Cidade do Vaticano - O Vaticano considera os homossexuais inaptos para o sacerdócio e pede firmemente aos bispos do mundo inteiro que cessem de ordenar padres homossexuais em uma ''instrução'' publicada após dez anos de árduas negociações.
A agência católica italiana contestatária Adista, que antecipou a publicação deste texto em seu site, qualifica a instrução de ''limpeza étnica''. O texto do Vaticano já foi objeto de vivas controvérsias, sobretudo nos Estados Unidos onde associações católicas militam ativamente para o reconhecimento dos padres gays.
A diretriz, aprovada pelo Papa Bento XVI e dirigida aos bispos do mundo inteiro, não se refere aos padres que já exercem, mas aos candidatos aos seminários e aos seminaristas que preparam o diácono.
O documento do Vaticano considera que a questão dos padres homossexuais, que não é nova na Igreja católica, ''ficou mais urgente na situação atual''. Várias igrejas locais foram afetadas nestes últimos anos por escândalos sexuais, como o que levou ao fechamento de um seminário em agosto de 2004 na Áustria.
A instrução da congregação para a Educação Católica, aprovada em 31 de agosto por Bento XVI, não se limita a apontar para os seminaristas que praticam o homossexualismo.
Também estão na linha de mira os que apresentam ''tendências homossexuais profundamente enraizadas'', mesmo que eles se comprometem a ficar castos pelo resto de suas vidas.
O Vaticano destaca que a ordenação não é ''um direito'' e lança um apelo à vigilância a todos os que participam da formação dos seminaristas. Os ''diretores espirituais'', que acompanham individualmente os candidatos no dia-a-dia, têm de manter um tipo de ''segredo profissional'', mas são orientados a dissuadir os que candidatos que apresentam ''tendências homossexuais profundamente enraizadas''.

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