Vaticano adota coleta seletiva de lixo
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quinta-feira, 18 de julho de 2019
Agência Brasil 
Roma - Animado pelo impulso da Encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco, o Vaticano avança em direção a altos percentuais de coleta seletiva de lixo. A venda de plástico descartável já foi proibida e quando terminar o estoque, até o final do ano, estará livre do plástico. Além disso, o Vaticano alcançou um alto grau de reciclagem: 55% dos resíduos são de fato diferenciados, com o objetivo de atingir de 70% a 75% em três anos.
“O mundo dos resíduos é dividido em duas grandes categorias: a de lixo urbano e a de lixo especial, perigoso ou não perigoso. Em 2016, foi criada uma ilha ecológica para onde são destinados todos os resíduos especiais. Em 2018, a ilha foi reestruturada e reforçada. Nestes primeiros seis meses conseguimos reduzir a proporção do não reciclável para 2%, portanto, uma taxa de seletivo de 98%”, declarou o responsável pelo Serviço de Jardinagem e Limpeza Urbana do Vaticano, Rafael Ignacio Tornini.
Mais difícil é a situação do não reciclável na praça São Pedro, cheia de milhares de turistas todos os dias. “Ali, o não reciclável incide um pouco sobre todo o resto. Colocamos recipientes específicos para o plástico e devo dizer que funciona, pois coletamos cerca de dez quilos por dia”, ressaltou. “Fazemos adubo com a coleta do orgânico. Assim, trabalhamos para colocar no mercado a menor quantidade de resíduo possível”, sublinhou Tornini.


