Vaticano admite abusos sexuais
O Vaticano admitiu ontem a existência de casos de abusos sexuais praticados por sacerdotes e missionários contra religiosas. Entretanto, segundo um comunicado assinado pelo porta-voz da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls, os casos são restritos a áreas geográficas limitadas.
A questão foi levantada pela revista norte-americana National Catholic Report, que afirma que o abuso sexual de freiras por parte de padres, especialmente na África, é um sério problema. Segundo Navarro-Valls, o Vaticano que não respondeu diretamente ao artigo da publicação, mas à repercussão da mídia italiana está trabalhando com líderes de ordens religiosas para tratar do assunto.
De acordo com a revista, padres temerosos de contrair Aids às vezes procuram jovens freiras, que são vistas como parceiras sexuais seguras. Em alguns poucos casos extremos, de acordo com documentações, padres engravidaram freiras, e, então, as encorajaram a realizar abortos, afirma a publicação.
Em um caso narrado pela irmã Maura ODonohue, psicóloga e membro da Missão Médica Mariana, um religioso engravidou uma freira e a obrigou a fazer um aborto. A religiosa morreu durante a operação e o mesmo padre realizou sua missa fúnebre.
Os documentos indicam que as freiras que engravidam são obrigadas a abandonar suas ordens, enquanto os padres continuam em seus ministérios.





