Vantagem de Hollande diminui após debate, dizem pesquisas
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quinta-feira, 03 de maio de 2012
Folhapress 
São Paulo - As primeiras pesquisas sobre a intenção de voto nas eleições presidenciais da França após o debate de quarta-feira mostram redução na vantagem do socialista François Hollande para o presidente conservador Nicolas Sarkozy. O segundo turno será no próximo domingo.
De acordo com o instituto CSA, Hollande tem 53%, contra 47% de Sarkozy, diminuindo a vantagem de oito para seis pontos comparado com o último levantamento, de 26 de abril. O Harris Interactive apresenta os mesmos números, apesar da redução ter sido maior, de dez para seis pontos.
A diferença é menor no estudo da OpinionWay, em que o socialista aparece com 52,5% e o conservador, 47,5%. A pesquisa ouviu 2.009 pessoas, sendo quase metade delas antes do debate de 3 horas na TV, na quarta-feira, e as demais após seu término.
A média de outras pesquisas recentes dá a Hollande uma vantagem entre 6 e 10 pontos sobre Sarkozy no decisivo segundo turno. Hollande venceu Sarkozy no primeiro turno, em 22 de abril, por uma diferença de 1,5 ponto porcentual.
Uma pesquisa diária de opinião do Ifop-Fiducial não mostra alteração na intenção de voto: o resultado aponta 53 por cento para Hollande e 47 por cento para Sarkozy.
Uma outra sondagem, feita pelo instituto LH2 com base em uma amostra de pessoas que viram o debate entre os dois constatou que a disputa na TV não teve nenhum efeito sobre a intenção de voto dos eleitores. Cerca de 45 por cento dos consultados consideraram Hollande mais convincente e 41 por cento, Sarkozy.
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Mais cedo, o líder centrista François Bayrou anunciou que votará no candidato socialista François Hollande no segundo turno da eleição presidencial. A declaração de Bayrou representa um novo revés para o presidente Nicolas Sarkozy, que tentará se reeleger, mas está atrás de Hollande em todas as pesquisas de intenção de voto.
Bayrou, o quinto colocado no primeiro turno da eleição presidencial, com 9,1%, acusou Sarkozy de ter dado um giro em direção à extrema direita na questão da imigração e de abandonar os valores europeus.
''Não vou fazer nenhuma recomendação de voto. Cada um de meus amigos, de meus partidários, vai votar de acordo com a própria consciência'', disse Bayrou.


