Pascal Taillandier
France Presse
De Nova Delhi
A Índia fará no domingo suas terceiras eleições legislativas em três anos e meio, nas quais a coalizão do primeiro-ministro nacionalista, Atal Behari Vajpayee, aparece como favorita, vencendo o Partido do Congresso, de Sônia Gandhi.
Estas eleições foram antecipadas em função da queda, em abril passado, de um gabinete de Vajpayee, quando estava há apenas três meses no poder.
A votação dos 605 milhões de eleitores num universo de 1 bilhão de habitantes e, devido ao enorme desafio logístico que isto representa, será feita em cinco dias, entre 5 de setembro e 3 de outubro.
Segundo todas as sondagens, o Partido Indiano do Povo (BJP) de Vajpayee – acompanhado por vinte partidos aliados – deverá alcançar uma maioria suficiente para constituir o sexto governo da maior democracia do mundo.
Quanto ao Congresso, partido da ‘‘dinastia’’ Nehru-Gandhi, – que Sônia, viúva italiana do ex-primeiro-ministro Rajiv Gandhi, deu novo destaque –, parece fadado a mais um fracasso, depois das legislativas de 1996 e 1998.
Vajpayee, solteiro com 72 anos de idade, bastante respeitado no nacionalismo indiano, goza de uma popularidade sem precedentes desde que o exército indiano conseguiu expulsar de Caxemira, entre maio e julho passados, centenas de guerrilheiros islâmicos vindos do Paquistão.
Gandhi, de 52 anos, mãe de dois filhos, lançou-se na política no ano passado para interromper a queda do Partido do Congresso, antes todo-poderoso, e tenta combater a imagem de ‘‘estrangeira’’ e de dirigente inexperiente que os nacionalistas lhe atribuíram.
Ambos os adversários acreditam na sua vitória, mas todas as pesquisas apontam que para uma grande maioria dos eleitores, Vajpayee é o mais indicado para dirigir o país.
Programas e ideologias ficaram em segundo plano numa campanha sem verdadeiro relevo e centrada quase que exclusivamente no recente conflito de Caxemira, apesar dos apelos da Comissão eleitoral independente que pediu que não se misturasse o exército com a política.

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