O número de empregos disponíveis cresceu em 300 mil em setembro nos Estados Unidos, em um sinal de uma contínua e lenta melhora no mercado de trabalho em dificuldades do país.

Dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho divulgados nesta terça-feira mostraram que havia 3,4 milhões de vagas disponíveis no fim de setembro, enquanto em agosto esse número era de 3,1 milhões.

No mês passado, a economia dos EUA criou 80 mil empregos. Em setembro, havia criado outros 158 mil vagas. O crescimento do emprego permitiu que o índice de desemprego em outubro caísse de 9,1% no mês anterior para 9,0%.

O setor privado está criando empregos, mas isso tem sido parcialmente atrapalhado por contínuos cortes em todos os níveis do governo. Entre os que contratam está a United Parcel Service (UPS), que informou na segunda-feira que criará 55 mil vagas para lidar com volumes acima do esperado na temporada de feriados.

O desemprego elevado, porém, segue sendo um importante desafio para a economia dos EUA. Na semana passada, o Federal Reserve projetou que o desemprego ficará perto ou acima de 8% até 2013. O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que a previsão era "insatisfatória" e pediu ao Congresso e à Casa Branca que auxiliem o Banco Central a fortalecer o emprego.

O presidente Barack Obama propôs um pacote de quase US$ 450 bilhões em iniciativas de gasto e cortes de impostos a fim de criar empregos. O plano, porém, enfrenta resistência no Legislativo, principalmente porque o oposicionista Partido Republicano se opõe a novos gastos. Porém houve avanços esta semana sobre uma parte do plano, para fornecer aos empregadores um crédito de US$ 4.800 por contratarem veteranos que enfrentam o desemprego por seis meses ou mais, além de um crédito de impostos de US$ 9.600 para aqueles que contratarem funcionários com deficiências resultantes do trabalho nas Forças Armadas.

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