Macacos injetados com uma nova vacina sobreviveram à exposição do vírus do Ebola, enquanto aqueles que não foram imunizados morreram em pouco tempo, informa uma pesquisa publicada ontem pela revista norte-americana Nature. O estudo é considerado um importante passo para vencer essa grave doença que afeta os países africanos.
Uma equipe liderada pelo cientista Gary Nabel, dos Institutos Nacionais da Saúde (NIH), da qual também participaram pesquisadores do Centro de Controle de Enfermidades (CDC), injetou em oito macacos parte do material genético do vírus e a seguir inoculou-lhes um vírus de gripe contendo genes do vírus Ebola. Os macacos sobreviveram sem nenhum sintoma da enfermidade, mesmo depois de receberem uma dose injetada do Ebola contendo a mais mortal das quatro formas conhecidas do vírus. Essa mesma dose matou os macacos de um grupo de controle em menos de uma semana.
Identificado pela primeira vez em 1976, na região do Rio Ebola (Zaire), o vírus é considerado mortal em até 90% dos casos. A doença que provoca é caracterizada por febre, dores musculares, de cabeça e de garganta, vômitos, diarréia, hemorragia interna e externa. Ele é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos ou esperma das pessoas infectadas. Suspeita-se que a contaminação também seja possível por via respiratória.

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