Paris- Uma vacina experimental contra a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), testada em camundongos, teve resultados promissores, segundo cientistas americanos, cujos trabalhos deram origem a um relatório que será publicado na edição de hoje da revista científica britânica Nature.
Gary Nabel e seus colegas do Centro de Pesquisas sobre Vacinas do Instituto Médico americano NIAID (Bethesda, EUA) elaboraram uma vacina com DNA codificado para uma proteína da superfície do envoltório do coronavírus causador da Sars, doença também conhecida como pneumonia asiática. O vírus se serve desta proteína para ter acesso às células e infectá-las.
O pequeno segmento de material genético (DNA) utilizado para preparar a vacina é insuficiente por si só para reproduzir o vírus e, portanto, a infecção. Mas segundo os autores da pesquisa, permite, por outro lado, estimular uma resposta imunológica protetora no indivíduo vacinado, cujas células produzem anticorpos.
Os cientistas também modificaram o segmento de DNA utilizado, de forma a serem minimizados os riscos de recombinação com o programa genético do vírus da Sars ou com outro coronavírus.

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