Vacina anti-Aids deve ser testada em 99 nos EUA
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quarta-feira, 12 de novembro de 1997
France Presse Washington 
France PresseFarthing: Em 10 anos ou nuncaOs primeiros testes em seres humanos com uma vacina contra a AIDS podem começar em dois anos nos EUA, anunciou oficialmente ontem o doutor Charles Farthing da Associação Internacional de Médicos para o Tratamento da AIDS.
Chefe do grupo que pesquisa a vacina contra a AIDS nos EUA em cooperação com cientistas de todo o mundo, Farthing disse que cinco pessoas participarão dos primeiros testes. Logo depois, o grupo será ampliado para 50 pessoas. Caso esta vacina funcione, nós teremos com certeza, uma vacina eficaz nos próximos dez anos. Caso não funcione, provavelmente nunca conseguiremos uma vacina contra a AIDS, ele disse.
Farthing ressaltou que estes testes só serão possíveis Porque agora temos monitores de cargas viróticas... e se tivermos algum problema nós temos o tratamento antiviral disponível. A aprovação para o início dos testes está em processo na agência americana encarregada de fiscalizar alimentos e bebidas a Food and Drug Administration (FDA). Farthing disse que os médicos americanos estão dispostos a prosseguir com os testes em outros países caso o FDA não aprove a vacina.
A vacina Delta-4 é feita com quatro de nove elementos genéticos capazes de estimular no organismo respostas imunológicas. A vacina foi desenvolvida pelo cientista Ronald Desrosiers, pesquisador do centro de Primatas da Universidade de Harvard. A vacina já se mostrou eficaz na proteção de macacos contra várias cepas do vírus HIV. Os médicos disseram que têm listas de centenas de voluntários que querem se submeter ao teste com a vacina, incluindo um médico que teve o filho morto pela AIDS.
Farthing disse que não pode eliminar a chance de um dos voluntários desenvolver a doença (AIDS) após ter sido vacinado, mas ressaltou que é importante lembrar que, mesmo hoje em dia, a vacina contra a paralisia infantil, a poliomielite, pode infectar uma criança, mas em raríssimos casos. A Associação Internacional de Médicos para o Tratamento da AIDS é integrada por cinco mil e 500 médicos de 42 países.


