O presidente americano, Bill Clinton, manteve contatos com vários aliados - como o rei Hussein, da Jordânia, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair - para discutir uma saída para a crise e ordenou a ida do porta-aviões USS George Washington do Mediterrâneo para o Golfo, onde se unirá ao USS Nimitz. O George Washington, com 77 aviões de combate e 6 mil homens, será acompanhado por outros navios de guerra e chegará em uma semana. Segundo a TV CNN, os EUA também deverão enviar caças-bombardeiros ‘‘invisíveis’’ F-117. ‘‘O assunto é muito perigoso e, se não procedêssemos desta forma, poderia ser criado um precedente muito sério sobre a impotência da ONU’’, disse Clinton. Ele reiterou que as inspeções de armas são importantes para a segurança mundial e têm de continuar. E garantiu que o embargo petrolífero contra Bagdá não será levantado enquanto Saddam estiver no poder.
Ao mesmo tempo, a Grã-Bretanha - que, na véspera, decidiu enviar o porta-aviões HMS Invincible do Caribe para o Mediterrâneo - pôs em alerta um esquadrão de seis aviões Harrier GR-7 (que decolam verticalmente), para o caso de ser necessária uma ação no Golfo. Londres assinalou que se trata de ‘‘medidas de precaução’’ e ainda não decidiu se mandará o Invincible para a costa iraquiana. ‘‘Nenhuma opção está descartada, mas, no momento, ainda estamos procurando uma solução diplomática’’, disse o chanceler britânico, Robin Cook.

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