Uso de tecnologia exige infra-estrutura
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de agosto de 2000
Associated Press De Washington 
Um relatório publicado na última terça-feira mostra que muitos países estão longe de ter infra-estrutura para sustentar empresas de alta tecnologia, o que vai causar uma estagnação da expansão econômica, caso as condições nesses países não melhorem. Os países da África, Ásia e Oriente Médio são os que mais apresentam problemas no desenvolvimento da tecnologia.
O relatório foi preparado pela McConnell International LLC, consultoria de tecnologia de Bruce McConnell que, junto com Roslyn Docktor, chefiou a preparação global para o bug do milênio com o Centro de Cooperação Internacional Y2K (International Y2K Cooperation Center). Nessa época, McConell e Docktor levantaram as informações sobre as condições tecnológicas de diversos países e que agora estão contidas nesse relatório.
Segundo o estudo, 42 nações foram classificadas nas áreas de conectividade, liderança tecnológica, segurança de informações, treinamento de profissionais e atmosfera do mercado. Dentre elas, 23 requerem melhorias substanciais para que as empresas de tecnologia possam prosperar.
A África e o Oriente Médio apresentaram problemas em quase toda a infra-estrutura. Em 1994, Gana foi a primeira nação do oeste africano a se conectar à Internet, o país tem diversas operadoras de celular e provedores de Internet, mas poucos habitantes possuem computadores e conexão à Rede. Se as iniciativas do governo forem levadas adiante, a indústria de telecomunicações do país deverá crescer significativamente. O mundo on-line ainda está em construção, disse Bruce W. McConnell. As bases ainda não estão concluídas.
O relatório também mostra como medidas governamentais podem desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. Embora a Arábia Saudita tenha acesso à Internet desde 1994, a população só pôde começar a usar a Rede em janeiro do ano passado. Até 1998, os egípcios não podiam, pela lei, ter uma segunda linha telefônica.
Apesar da lentidão, o mercado registra taxas de crescimento altas e alguns países, como a África do Sul, estão investindo até 7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) para aperfeiçoar a conectividade e infra-estrutura da Internet.
Segundo o relatório, algumas das grandes potências mundiais também estão atrasadas no desenvolvimento da indústria. A China, por exemplo, não tem infra-estrutura e segurança de informações suficientes para sustentar os negócios. O país teve a marca mais baixa em segurança de dados por causa da grande ocorrência de pirataria e pela falta de leis de propriedade intelectual, um problema que prejudica vários países.
As marcas da Rússia foram as menores, com apenas uma nota média em treinamento de técnicos, fator que, segundo McConnell, não influencia positivamente a indústria, pois os profissionais deixam o país por ofertas de empregos fora. A atmosfera geral torna difícil manter as pessoas. A Rússia ainda tem muito trabalho a fazer para entrar na nova economia.
Países do sul da Europa e da Europa Central Bulgária, República Tcheca, Estônia, Itália e Hungria tiveram a melhor classificação no relatório. Todos eles possuem profissionais especializados e leis específicas para segurança de informações mais avançadas que em outras regiões. Além disso, seus governos tomaram medidas para promover o mercado de alta tecnologia. A Estônia obteve a melhor marca em liderança governamental, treinamento e atmosfera do mercado, assim como Taiwan, conhecido por sua indústria de microprocessadores.
Associated Press Na Internet: McConnell International: http://www.mcconnellinternational.com


