Uso de força contra os sérvios-bósnios
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sexta-feira, 29 de agosto de 1997
France Presse Brcko, Bósnia Herzegovina 
France PresseAlertaMilitares norte-americanos, hostilizados pela população, continuam em prontidão, agora mais fortalecidos pela autorização para reagir ante agressõesOs distúrbios sem precedentes contra as forças estrangeiras em território sérvio-bósnio obrigaram a comunidade internacional a modificar ontem o mandato da Força de Estabilização (SFOR) da OTAN, que está agora autorizada a usar a força para fazer calar a propaganda de Pale.
Os soldados norte-americanos da OTAN, apoiados por helicópteros, estavam prontos para impedir novos focos de violência em Brcko, cidade do nordeste da República Srpska (RS, entidade sérvia da Bósnia), onde a calma voltou, depois de 24 horas de distúrbios provocados por apelos à rebelião divulgados por uma rádio local sérvia.
Ao atiçar a população contra soldados e policiais estrangeiros através dos meios de comunicação, os duros de Pale desafiaram um pouco mais a comunidade internacional.
Reunido em Bruxelas, o Conselho da Aliança Atlântica, integrado pelos embaixadores dos países membros, decidiu hoje autorizar a SFOR, encarregada da manutenção da paz na Bósnia, a empregar a força contra os meios que incitem a população a atacar essa força ou outras organizações.
Despertada quinta-feira de madrugada pelas sirenes, os moradores de Brcko haviam sido chamados pela rádio local para defender sua polícia e seus meios e a atacar as forças estrangeiras.
Centenas de manifestantes desfilaram então com fotos de seu ex-chefe, Radovan Karadzic, na cidade, onde durante 24 horas foram atiradas pedras contra os prédios da polícia da ONU (IPTF) ou contra os soldados norte-americanos e os veículos da SFOR.
Ontem, a SFOR mobilizou blindados e barreiras de controle em todas as estradas que levavam a Brcko. Os lixeiros em uniforme azul retiravam tijolos, pedaços de vidro e barricadas levantadas pelos revoltosos em torno do posto de controle norte-americano na entrada da ponte do rio Sava, cenário de alguns dos mais duros incidentes. Os 90 empregados do IPTF que trabalham no centro da cidade tiveram que ser retirados.


