O irmão da enfermeira australiana Yvonne Gilford, assassinada na Arábia Saudita, pediu um milhão de dólares para instituições de caridade, além de oito anos de prisão como preço para o perdão da suposta assassina, informou-se ontem.
Frank Gilford, irmão da vítima, disse ao Sydney Morning Herald que quer um total de 1,1 milhão de dólares para cobrir uma doação de caridade além de suas despesas legais para salvar a enfermeira inglesa Deborah Parry da decapitação.
Gilford disse que abrirá mão do direito de pedir a pena de morte de acordo com as leis sauditas e pedirá clemência caso esta quantia lhe seja paga e que uma corte saudita garanta que imporá uma pena de prisão para as duas enfermeiras.
Deborah Parry, de 38 anos, enfrenta a pena capital pelo assassinato da colega australiana Yvonne Gilford em dezembro passado em Riad. Lucille McLauchlan, de 31 anos, acusada de cumplicidade, foi condenada a oito meses de prisão e 500 chibatadas.
As duas enfermeiras acusaram Frank Gilford de aumentar sua tormenta mental ao tentar obter dinheiro.
Gilford disse que não deseja que nenhuma das acusadas seja açoitada, afirmando que ‘‘oito anos é castigo suficiente’’.
O papel de Gilford no caso procede do hábito secular árabe de pagar o ‘‘dinheiro do sangue’’ ou dija, um hábito anterior ao Islã integrado à lei islâmica após ter sido mencionado no Corão.
A Dija está relacionada com o princípio islâmico de qisas - o desagravo pelo dano praticado.

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