Bogotá O presidente colombiano, Alvaro Uribe, nomeou como ministro do interior o empresário Sabas Pretelt, numa tentativa para afastar a crise iniciada com sua derrota no referendo de 25 de outubro, e que liquidou Fernando LondoÀo, considerado o homem forte do governo.
Após a renúncia de LondoÀo, o senador governista Héctor Helí Rojas assinalou que a sua demissão ''permitirá ao governo recuperar as relações com o Legislativo, que se encontravam deterioradas''.
Com efeito, poucas horas depois da renúncia, a Câmara de Representantes aprovou um estatuto antiterrorista considerado chave pela administração Uribe, e que na semana passada quase naufragou por falta de apoio político.
A gota d'água para a renúncia de LondoÀo foi uma declaração quarta-feira segundo a qual Uribe estaria disposto a sair e antecipar eleições se perdesse apoio político.
A queda de LondoÀo é mais um passo na crise do presidente Uribe, desde que sofreu uma grave derrota em um referendo para acabar com a corrupção e impulsionar medidas econômicas.
Desde então o Congresso rejeitou um projeto de reeleição presidencial e houve divergências com membros da bancada governista.
A intransigência de LondoÀo sobre quem muitos analistas notam que expressava o que Uribe não podia dizer será substituída pela reconhecida atitude conciliadora de Pretelt, um empresário de 56 anos.

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