Uribe enfrenta crise com os congressistas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de outubro de 2003
France Presse 
Bogotá Após sua derrota no referendo de sábado, o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, enfrenta a pior crise política de seus quase 15 meses no poder. Em menos de 48 horas, o Congresso deu vários sinais à Uribe de que suas relações com o governo, até agora tranquilas, não serão tão amenas no futuro.
Na terça-feira, o Senado enviou à Uribe o primeiro destes sinais, ao arquivar, em meio a aplausos, um projeto de lei que permitiria a reeleição presidencial, por 44 votos contra 36. Este projeto, apresentado em julho passado, parecia ter sido elaborado especialmente para Uribe, que, apesar dos últimos acontecimentos, mantém uma taxa de popularidade acima de 70%. O presidente colombiano repetiu várias vezes que quatro anos de governo eram pouco tempo para dar continuidade às políticas governamentais.
Quarta-feira, mais de 100 congressistas partidários de Uribe assistiam a uma reunião dirigida pelo presidente, quando um deles se queixou da falta de comunicação entre o governo e o Congresso. Interrompido rispidamente por Uribe, o parlamentar se retirou, irritado, da reunião, o que provocou a elaboração de uma proposta de solidariedade que foi assinada por 50 outros parlamentares.


