Uribe é favorito à reeleiçao na Colômbia
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de abril de 2006
Devaldo Gilini Junior<br> Da Colômbia 
Bogotá - O presidente Álvaro Uribe é o grande favorito para a eleiçao de 28 de maio. A última pesquisa divulgada na Colômbia mostra que o atual mandatário do país tem 64,1% das intençoes de voto, enquanto o segundo colocado, Horacio Serpa, aparece com 19,6% e o terceiro, Carlos Gaviria, 9,9%.
A vitória quase garantida de Uribe no primeiro turno demonstra que a grande maioria da populaçao colombiana está satisfeita com o trabalho desenvolvido pelo atual governo.
Isso é possível verificar andando pelas ruas da capital colombiana e conversando com as pessoas das mais diferentes classes. O principal ponto que apontam como favorável para garantir a reeleiçao de Uribe é o aumento da segurança em todas as regioes.
A desmobilizaçao dos grupos paramilitares que surgiram para combater os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, quando não havia a forte atuaçao do Estado, agrada os eleitores.
Este processo coloca em todas as cidades colombianas tropas do exército e tenta demonstrar a ligação das Farc com o narcotráfico. É um processo lento, mas que apresenta resultados importantes.
Para exemplificar ainda mais a força do governo para eliminar as Farc, existe um plano de recompensa de até 75 milhões de dólares por informações sobre os 24 dos 50 chefes da guerrilha acusados de narcotráfico.
Outro ponto favorável a Uribe é o crescimento da economia, cujo Produto Interno Brunto (PIB), ultrapassou no ano passado aos 5%, melhor resultado dos últimos dez anos.
Além disso, partidos que apóiam o atual presidente e candidato à reeleição, conseguiram 61 cadeiras no senado e outras 94 na Câmara. Durante a campanha, as forças políticas dividiram-se entre os que apóiam Uribe e os que o criticam por sua política de Segurança Democrática no tratamento com as guerrilhas e paramilitares e a sua proximidade com o governo norte-americano. O resultado também abre caminho para a aprovação do Tratado de Livre Comércio com os EUA, duramente criticado pelos movimentos sociais do país.


