Universitários vão às ruas contra aumento
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Folhapress 
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São Paulo - Milhares de universitários tomaram as ruas de Londres em protestos contra um projeto que prevê o aumento das mensalidades no Reino Unido. Alegando que os conservadores quebram suas promessas de campanha, estudantes invadiram a sede do partido em Millbank Tower.
Mais de 200 funcionários que trabalhavam na sede dos conservadores foram retirados pela polícia após os manifestantes invadirem o prédio e iniciarem fogueiras no local.
De acordo com o jornal The Guardian, a União Nacional dos Estudantes do Reino Unido estima que mais de 52 mil pessoas participam dos protestos.
O diário, que acompanha ao vivo os protestos, diz que a situação é de muita tensão e que ao menos dois policiais já foram feridos e que já há intensos confrontos entre os estudantes e os oficiais de segurança.
Em frente ao Parlamento britânico também há um grande número de pessoas protestando, diz o Guardian.
Professores também participam dos protestos contra planos dos parlamentares britânicos que preveem um aumento de 9 mil libras [R$ 24 mil] para 14 mil libras [R$ 38 mil] por ano o preço médio para estudar em universidades do país.
O governo anunciou recentemente uma redução de 40% no orçamento para educação, com a eliminação de muitos empréstimos e bolsas de estudos, aponta a emissora britânica BBC.
De acordo com os planos do atual governo, chefiado pelo premiê David Cameron, os recursos eliminados pelos cortes deverão ser obtidos por meio do aumento das mensalidades cobradas dos universitários, que, caso aprovados no Parlamento, entram em vigor a partir de 2012.
Quebra de promessas
Os liberais-democratas -liderados pelo vice-premiê britânico Nick Clegg- tinham como promessa de campanha abolir totalmente as taxas para universidades.
Os manifestantes argumentam que após formar a coalizão de governo com os conservadores, do premiê David Cameron, o partido teria quebrado a promessa ao concordar com o projeto atual e ameaçam abrir processos para revogar o assento dos parlamentares liberais-democratas que votarem a favor das novas medidas.


