Unita sustenta conflito em Angola
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
Agência Estado Luanda 
Tropas angolanas estão encontrando forte resistência de soldados fortemente armados do ex-movimento rebelde Unita, numa retomada de combates na região Noroeste do País, rica em diamantes, que ameaça trazer de volta a guerra civil. Diplomatas disseram que as lutas, as mais pesadas desde que os lados rivais assinaram um cessar-fogo em 1994 para pôr fim a 20 anos de conflito, podem sabotar o frágil processo de paz de Angola. Ironicamente, os antigos adversários sentaram-se juntos esta semana no primeiro parlamento de unidade nacional do País.
Mas analistas afirmam que a Unita está dividida entre os que buscam reconciliação e os generais linha dura nas florestas, entre eles o líder do movimento, Jonas Savimbi. Num efeito dominó do levante na vizinha República Democrática do Congo, ex-Zaire, a Unita também perdeu o apoio vital do deposto presidente Mobutu Sese Seko.
A Unita, que ainda controla a maior parte do interior do País e 80% das lucrativas minas de diamante, estava resistindo duramente a uma tentativa do Exército do governo de desalojá-la da região, segundo uma fonte militar na Capital, Luanda.
SimpatiaSegundo ela, a Unita lançou seis ou sete batalhões na batalha. Tropas governamentais estariam usando tanques, artilharia e canhões antiaéreos. Funcionários humanitários informaram ter visto cerca de 70 soldados governamentais feridos sendo tratados em um hospital local, mas nada sabiam sobre baixas da Unita.
A precária balança dos tempos de paz entre o governo angolano e a Unita, que foram armados respectivamente pelos aliados soviéticos e pelo Ocidente durante a Guerra Fria, foi perturbada no mês passado quando Mobutu foi afastado do poder. Mobutu, que governou o Zaire por 32 anos, foi derrubado pelo exército rebelde de Laurent Kabila, que desfruta de ativo apoio do governo angolano do presidente José Eduardo dos Santos.


