Associated Press
De Luanda, Angola
A ofensiva do exército que expulsou rebeldes da Unita de seus bastiões levou à captura de uma grande quantidade de armamentos e esmagou a capacidade dos rebeldes de promover uma guerra convencional, disse ontem um comandante do exército.
‘‘Capturamos uma grande quantidade de material militar e acreditamos ter quebrado a espinha dorsal da Unita’’, afirmou o tenente-general Matias Lima Coelho, numa entrevista por telefone, à Associated Press.
Ele disse que o exército confiscou ‘‘dezenas de tanques, dezenas de peças de artilharia, centenas e centenas de armas antitanques, milhares de projéteis de artilharia, milhares de minas terrestres’’.
Lima Coelho é o comandante do front oriental do exército. Ele falava de uma base em Luena , capital do estado de Moxico, que faz fronteira com o Congo e Zâmbia.
Ele liderou o franco esquerdo da ofensiva do exército contra bases rebeldes no planalto central. Ele não tinha informações sobre baixas.
O governo angolano anunciou no mês passado que havia capturado bastiões da Unita na região, ao redor de Andulo e Bailundo, que ficam a cerca de 500 km a sudeste da capital Luanda, em sua primeira grande vitória em campo desde que a guerra civil foi retomada em dezembro.
A Unita (União Nacional pela Independência Total de Angola), lidereada por Jonas Savimbi, reconheceu a derrota, mas jurou manter a luta através de táticas de guerrilha. A guerrilha angolana luta com o regime de esquerda instalado sob o comando de Agostinho Neto no país, desde a independência de Portugal, em 1975. Neto liderou o Movimento para a Libertação de Angola (MPLA)
Os rebeldes haviam conquistado o controle de mais de dois terços do país africano desde o fim fe uma trégua negociada sob mediação da ONU e o reinício dos combates, em dezembro. Lima Coelho garantiu que o exército expulsou os rebeldes de quase todas as cidades do país durante os últimos três meses.

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