O grupo rebelde angolano Unita anunciou ontem que havia capturado a cidade de Mbanza Congo, porta de saída da cidade petrolífera de Soyo, e rechaçado uma ofensiva governamental numa ponte estratégica nos arredores da cidade nortista de Malanje.
As notícias surgiram horas depois de o governo de Angola ter anunciado que havia finalmente abandonado o acordo de paz de quatro anos com a Unita liderada por Jonas Savimbi.
O secretário-geral da Unita, Paulo Lukamba Gato, afirmou por telefone à Reuters que Mbanza Congo foi capturada na noite de terça-feira depois de intensos combates. Gato disse que a Unita estava varrendo bolsões de resistência governamental nos arredores da cidade e consolidando a marcha para Soyo.
Gato afirmou que a Unita matou 118 soldados governamentais, capturou muitas peças de artilharia e destruiu cinco tanques T-62, de fabricação russa, e três T-54. A Unita teria perdido quase uma dúzia de homens e 33 estariam gravemente feridos.
O ministro angolano da Defesa, general Pedro Sebastião, confirmou a tomada de Mbanza Congo diante do parlamento, em Luanda. Segundo seu porta-voz, Sebastião prometeu aos parlamentares conter o avanço do grupo rebelde.
Gato, que é o segundo homem mais poderoso da Unita depois de Savimbi, disse que suas forças também haviam rechaçado uma ofensiva governamental contra posições da Unita na ponte Porto Salazar sobre o Rio Kuanza, o maior de Angola.
Ele afirmou que unidades da Unita também estavam avançando em direção à cidade de Cafunfo, rica em diamantes.

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