No Union Square, em frente à fronteira da ''zona de guerra'', centenas de nova-iorquinos se reúnem espontaneamente para chorar as vítimas dos atentados: uma jovem agita uma bandeira norte-americana e grita ''paz!'', um velho de barbas longas se aproxima para acender uma vela branca, um casal de mãos dadas reza uma oração, outros com os olhos cheios de lágrimas escrevem poemas.
Desde os ataques suicidas da última terça-feira contra o World Trade Center e o Pentágono, a esplanada da pequena Union Square, praça localizada entre a Broadway e a Park Avenue, transformou-se num lugar onde, principalmente à noite, todos vão expressar seus sentimentos pelos atentados.
Velas, flores, bandeiras americanas, mensagens e postais com imagens das emblemáticas torres gêmeas se acumulam na praça. ''Não às represálias'', ''Matemos todos os muçulmanos'', ''Façamos amor e não guerra'', ''Infâmia'', ''I love New York'', ''Viva a polícia de Nova York'', ''Responda com valentia, aliste-se ao exército'', ''EUA continuarão lutando unidos'', dissem as mensagens.
Em uma esquina, de costas para a estátua de George Washington, um andarilho escuta uma música no rádio, ao lado de um cartaz que diz: ''Junte-se a mim para meditar, glória ao budismo zen'', e uma lata cheia de moedas.
Dezenas de pessoas registram a cena. Uns são indiferentes à indignação de outros e fazem brincadeiras para tirar fotos, irritando os que lamentam a tragédia. Atravessando a rua, frente ao corpo policial que impede o acesso à ''área congelada'' (frozen zone) dentro da qual ficava o WTC, alguns esperam a saída do pessoal do resgate para agradecê-los.

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