O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) confirmou ontem o primeiro caso de tráfico infantil na Indonésia, depois do maremoto que aconteceu em 26 de dezembro, e deixou ao menos 100 mil pessoas mortas no país.
Vários países do sul da Ásia e da costa leste da África foram atingidos pelo maremoto, provocado por um terremoto que alcançou os 9 graus na escala Richter. Ao menos 155 mil pessoas morreram em toda a região.
Informações sobre crianças sendo levadas por grupos que fazem tráfico infantil começaram a aparecer cerca de uma semana depois do maremoto. Até a agora, a Unicef foi a única agência a confirmar pelo menos um caso.
A Organização Internacional para Migração (OIM) também afirmou ontem que uma agência de ajuda humanitária indonésia disse haver outros sete casos de tráfico de crianças. Esses, entretanto, ainda não foram confirmados oficialmente pela polícia indonésia.
Birgithe Lund-Henriksen, diretora do Unicef na Indonésia, disse que a polícia confirmou o caso de um menino de quatro anos que foi raptado na Província de Aceh, uma das regiões mais afetadas pelo maremoto. Um casal, que teria se identificado como sendo pais do garoto, conseguiram levá-lo de um hospital em Medan, a 450 quilômetros de Banda Aceh, capital da província.
A polícia local entrou em alerta depois que várias ONGs (organizações não-governamentais) suspeitaram das pessoas que se identificaram como pais do menino. Eles não tinham nenhum documento.
Lund-Henriksen disse que possivelmente há mais casos de tráfico infantil. O mais grave é o testemunho de um voluntário de uma ONG local, que viu cerca de cem crianças serem retiradas de barco no meio da noite, na Província de Aceh.(Folhapres)

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