A União Européia exigiu ontem que a Turquia realize um julgamento justo e público do líder separatista curdo Abdullah Ocalan e respeite os direitos humanos. Os ministros do Exterior da UE, reunidos ontem em Luxemburgo, divulgaram um comunicado em que fazem a exigência, além de condenar qualquer tipo de terrorismo. No comunicado, a UE exige ainda que Ocalan possa ser defendido por um advogado de sua escolha. O governo da Turquia proibiu que os advogados do líder curdo que viajaram desde a Holanda entrassem em seu território.
A União Européia quer que observadores internacionais assistam ao julgamento de Ocalan, realizado por um tribunal independente.
Centenas de curdos promoveram ontem uma manifestação pacífica em frente à embaixada turca em Moscou, pedindo a libertação de Ocalan.
A cadeia de televisão privada turca NTV informou ontem que Ocalan admitiu que a Grécia forneceu armas durante anos para o Partido dos Trabalhadores do Curdistão e que o exército grego ajudou a treinar os militantes do PKK. Segundo a emissora, as revelações podem levar o premier turco Bulent Ecevit a adotar medidas de represália contra Atenas.
O presidente turco, Suleyman Demirel, afirmou que o apoio grego a rebeldes curdos que realizam uma campanha separatista armada na Turquia significa que a Grécia deveria ser classificada como um país que patrocina o terrorismo.
Ocalan está preso desde a semana passada na ilha-presídio de Imrali depois de ter sido detido por um comando especial turco no Quênia.

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