BRUXELAS - Itália, Espanha e Grécia são, nessa ordem, os países da União Européia com menor representação de mulheres em seu mercado de trabalho, informou sexta-feira, em Bruxelas, o gabinete de estatísticas da UE Eurostat.
A taxa de atividade das mulheres maiores de 15 anos é de apenas 33,9% na Itália, enquanto a taxa de atividade dos homens é de 61,9%. Na Espanha, a taxa de atividade feminina é de 35,4% (61,9% para os homens). Na Grécia, as mulheres atingem uma taxa de 35,5% (64,4% para os homens).
Com taxas de atividade feminina ainda abaixo de 40%, estes países são seguidos por Luxemburgo (35,9% das mulheres) e Irlanda (39,9%).
As mulheres são economicamente menos ativas que os homens em todos os países da UE. Em média, as mulheres ocupadas representam 45% dos trabalhadores, enquanto os homens representam 66,2% dos ocupados.
No extremo oposto, a Suécia é o país com maior mão-de-obra feminina e a mulher representa 58,5% dos trabalhadores ocupados, a menos de dez pontos dos homens, com 67,6%. São seguidos por Dinamarca (57,5% de mulheres) e Finlândia (56,2%).
Nos países nórdicos, as mulheres exercem uma atividade profissional em todas as idades, enquanto que em outros Estados as diferenças, pequenas entre 25 e 30 anos, aumentam para mulheres mais velhas. Nisto influi o fato de nos países nórdicos os trabalhos em meio expediente estejam aumentando. Na Suécia, por exemplo, estes trabalhos ocupam 43% das mulheres.
Na Grécia, Espanha e Itália, a diferença da atividade das mulheres em relação à dos homens é maior que em todas as idades e o trabalho em meio expediente é menos comum.

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