São Paulo - Após protestos que atingiram Benghazi, a segunda maior cidade da Líbia, deixando ao menos 38 feridos, a União Europeia (UE) pediu ao governo do ditador Muammar Gaddafi que se abstenha do uso da violência ao conter os protestos e que permita a ''livre expressão'' de seus cidadãos.
''Pedimos às autoridades que escutem a população que participa dos protestos e o que diz a sociedade civil'', disse Maja Kocijancic, porta-voz da chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton. ''Fazemos também uma chamada à calma e que se evite qualquer tipo de violência'', concluiu. Segundo as autoridades, os incidentes da noite retrasada em Benghazi deixaram 14 feridos.
Está convocada para hoje outra manifestação contra o regime, que se somará às que também ocorrem no Irã, Iêmen e Bahrein.
Os incidentes de Benghazi começaram quando a polícia fez uso da força para dispersar centenas de manifestantes que reivindicavam, diante de uma delegacia, a libertação de um militante de direitos humanos detido na cidade.
Os protestos começaram anteontem e continuaram até as primeiras horas do dia em Benghazi. Os manifestantes cantavam ''Abaixo, abaixo à corrupção e ao corrupto''. Armados, policiais cercaram os manifestantes e atiraram balas de borracha.

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