A Comissão Européia aprovou duas propostas para adaptar e reforçar os instrumentos antiterrorismo no bloco. As medidas foram apresentadas pelo encarregado para a Justiça e Assuntos Internos da União Européia, Antonio Vitorino.
As propostas serão apresentadas na reunião de hoje dos ministros europeus das Relações Exteriores. O objetivo do encontro é criar regras comuns contra o terrorismo, formando uma única legislação. Atualmente, apenas seis países do bloco mencionam crimes de terrorismo em suas leis.
A primeira das medidas aprovadas pela Comissão Européia introduz uma definição comum de crimes terroristas e as sanções penais mínimas aplicáveis para cada um deles. A segunda introduz um mandado de captura europeu que deve substituir os procedimentos normais de extradição. Ou seja, em caso de terrorismo, um mandado de prisão decretado por um país do bloco é válido nos demais.
Enquanto aguardam a entrada em vigor dessas medidas, países como a Alemanha e a Grã-Bretanha antecipam ações para combater o terrorismo. O governo da Grã-Bretanha planeja aprovar leis duras contra a lavagem de dinheiro do terrorismo. O ministro do Exterior britânico, Gordon Brown, disse que tomará ''ações enérgicas'' no plano nacional e no internacional contra o financiamento ao terrorismo.
Uma lista de suspeitos de atividades terroristas foi fornecida a instituições financeiras dos EUA para que elas chequem possíveis ligações dos nomes listados com Osama bin Laden. Entre as medidas do governo britânico figuram a concessão de poderes à polícia para que ela possa investigar contas bancárias suspeitas mesmo sem haver provas de ligacão com o terrorismo, o que já acontece na Irlanda do Norte.

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