União Européia apresenta proposta contra aquecimento
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Folhapress 
São Paulo - Frear o aquecimento global durante a próxima década exigirá até 175 bilhões de euros por ano (R$ 507 bilhões) em recursos adicionais até 2020, metade deles aplicados em países em desenvolvimento. O cálculo é da União Europeia, que apresentou ontem suas propostas para uma ação internacional no combate às emissões de gases de efeito estufa.
O conjunto de ações será levado pela UE à conferência do clima de Copenhague, em dezembro, que deverá definir o combate à mudança climática após 2012, quando o Protocolo de Kyoto expira. Esta é quase certamente a última chance de colocar o clima sob controle antes que ele passe do ponto de não-retorno, disse o comissário europeu do Ambiente, Stavros Dimas, ao pedir que os negociadores em Copenhague proponham cortes mais profundos - e custosos - nas emissões.
No documento apresentado por Dimas, a UE reitera sua posição de evitar que o aquecimento do planeta neste século ultrapasse o limite de 2ºC acima da média na era pré-industrial. Para isso, chama os países desenvolvidos a adotarem a meta europeia de 30% de corte de emissões abaixo dos níveis de 1990 até 2020.
Uma das principais novidades da proposta, no entanto, é delinear ações a serem adotadas pelos países em desenvolvimento, especialmente Brasil, China e Índia. Embora não exija que essas nações abracem metas obrigatórias de redução de emissões, a proposta da UE sugere que os países mais avançados do mundo em desenvolvimento desacelerem suas emissões, reduzindo-as de 15% a 30% abaixo da trajetória atual até 2020.
Esses países deveriam delinear estratégias nacionais de desenvolvimento de baixo carbono, a serem verificadas por um novo órgão internacional, o Mecanismo Facilitador de Apoio à Mitigação.


