O diretor-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, chegou ontem a Windhoek para celebrar hoje o Dia Internacional da Liberdade de Expressão, data escolhida há dez anos na capital da Namíbia.
Para comemorar esse aniversário, a UNESCO organizará um seminário intitulado ‘‘Dez anos depois: balanço, desafios e perspectivas’’, que reunirá 300 jornalistas, disse Matsuura pouco depois de sua chegada a Windhoek.
Ao falar da difícil situação da imprensa em alguns países, Matsuura citou o caso da Colômbia, ‘‘onde há uma total liberdade de expressão, mas onde são assassinados jornalistas, pelo menos 30 em dez anos, ainda que o governo garanta essa liberdade’’.
Matsuura disse que o objetivo da manifestação em Windhoek, que durará de hoje a sábado é ‘‘reafirmar a importância da liberdade de imprensa numa sociedade democrática, como parte integrante dos direitos humanos fundamentais’’.
MortesMais de mil jornalistas e membros de equipes de apoio à imprensa perderam a vida ao redor do mundo no exercício da profissão nos últimos dez anos, informou ontem a Federação Internacional de Jornalistas, às vésperas do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
O grupo, com sede em Bruxelas, que planeja publicar, no mês que vem, um levantamento dos assassinatos durante seu congresso na Coréia do Sul, diz que as evidências da violência contra os jornalistas às vezes não vêm à tona até que se passem meses ou anos do crime.
A entidade pediu mais pressão sobre os governos para que os responsáveis pela violência contra jornalistas sejam processados e punidos com mais rigor.
‘‘Nossa tolerância é zero quando o assunto é a violência contra a liberdade de expressão’’, informou a Federação Internacional de Jornalistas em um comunicado para marcar, hoje, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1991.

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