São Paulo- A reunião da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) ocorrida no Chile para discutir a crise na Bolívia terminou com o apoio ao governo do presidente Evo Morales e rejeitando qualquer tentativa de golpe civil ou de divisão territorial da Bolívia.
O texto, chamado de Declaração do Palácio de La Moneda, foi aprovado por unanimidade pelos nove presidentes que participaram da reunião. Ele prevê a criação de uma comissão aberta a todos os países da Unasul, coordenada pela atual presidência chilena, para acompanhar o processo de negociação em curso em La Paz.
Nele, os presidentes manifestaram ''seu mais pleno e decidido apoio ao governo constitucional do presidente Evo Morales, cujo mandato foi ratificado por ampla maioria''.
O documento destaca ainda que os respectivos governos rejeitam energicamente e não reconhecerão qualquer situação que tente ''um golpe civil, a ruptura da ordem institucional ou comprometa a unidade territorial da República da Bolívia''.
O governo boliviano e a oposição deveriam voltar a negociar ontem, mas a prisão do governador de Pando, o opositor Leopoldo Fernández, fez seu colega de Tarija, Mario Cossío, interromper ontem as negociações mantidas com o governo boliviano em busca de um acordo entre as partes. Mais cedo, o diretório do Comitê Cívico do departamento (Estado) de Santa Cruz exigiu a libertação de Fernández.

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