São Paulo - Com dez votos a favor e sete contra, o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA aprovou a medida bipartidária que limita o ataque militar na Síria a um prazo de 60 dias. O ataque é uma resposta ao uso de armas químicas na periferia de Damasco, que Washington atribui ao regime sírio. A aprovação representa uma importante vitória política para o presidente Barack Obama, em sua busca de apoio política à intervenção contra o regime do presidente Bashar al-Assad.
A resolução, apresentada por Obama, seguirá para o Senado, que deve votá-la na próxima semana. Em seguida, a medida passa pela Câmara dos Deputados. Os líderes dos partidos republicano e democrata no Senado e na Câmara já respaldaram a intervenção. Sob pressão dos aliados europeus, Obama já afirmou que é preciso enviar uma "mensagem realmente forte" a al-Assad, que degrade sua habilidade para o uso de armas químicas.
Ele disse que a comunidade internacional não deve ficar calada ante o conflito na Síria, que chamou de "barbárie". Obama conta com o apoio dos líderes da França e do Reino Unido. Neste último, contudo, o Parlamento já vetou uma ação militar na Síria. Os países pressionam a Rússia a acatar a decisão de uma intervenção militar na Síria.

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