''Uma declaração de guerra contra o povo palestino''
Saeb Erakat, um dos principais responsáveis palestinos, estimou que o discurso do primeiro-ministro israelense Sharon representava ''uma declaração de guerra'' contra o povo palestino.
''Esta tarde, ouvimos uma declaração de guerra'', destacou em entrevista à rede de televisão CNN, na qual pediu que os Estados Unidos e a comunidade internacional ''aumentem sua intervenção'' para frear Israel.
A Casa Branca estimou que Israel tinha o ''direito de se defender''. ''O presidente Bush entende que Israel tem naturalmente o direito de se defender'', segundo o porta-voz do governo em Washington, Ari Fleischer.
''É importante que Israel e o presidente Arafat continuem dialogando'', indicou, no entanto, Fleischer.
Em Paris, o presidente em exercício da União Européia, Guy Verhofstadt, estimulou palestinos e israelenses a ''frear'' a violência e pediu que a UE, Estados Unidos, Rússia e os ''países árabes moderados pressionem'' as partes para retomar o diálogo político.
Em Londres, a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional condenou ''os ataques deliberados em Jerusalém e Haifa''.
Por outra parte, o líder do Conselho Legislativo palestino, Ahmed Qorei, acusou Israel de ''tentar destruir a Autoridade Palestina''. ''É uma tentativa de anular qualquer solução de paz proposta e sobre a qual deveríamos (israelenses e palestinos) estar negociando'', frisou.
Durante toda a segunda-feira foi mantido o estado de alerta máximo em Israel por causa de ameaças de novos atentados.
No domingo foi decretado estado de emergência nos territórios palestinos e os serviços de segurança prenderam uma centena de militantes de grupos islâmicos radicais, entre os quais o Hamas, autor dos atentados do fim de semana em Israel.
Estas detenções repercutiram diferentemente no estado judeu: o vice-ministro da defesa, Dalia Rabin Philosof, as classificou de muito positivas, mas um militar de alta patente, que preferiu não se identificar, as chamou de ''teatro''.





