UMA DÉCADA DEPOIS Os reflexos do 11 de setembro
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de setembro de 2011
Marian Trigueiros <br>Reportagem Local 
O que você estava fazendo às 8h48 da terça-feira, 11 de setembro de 2001? Difícil não se recordar daquele dia e dos ataques ao World Trade Center (WTC) e ao Pentágono, nos Estados Unidos.
''O ataque ficou marcado na memória das pessoas pela maneira como tudo aconteceu. O impacto visual dos aviões chocando contra os prédios acabou associado ao símbolo maior do terrorismo aos Estados Unidos e sua vulnerabilidade'', comenta Eliel Machado, cientista político, docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL). E, tal como a imagem da queda das Torres Gêmeas, aquele dia também mudou muitas coisas.
Dez anos depois, o professor de engenharia do departamento de Construção Civil da UEL, Gérson Guariente Júnior, diz que, além de comentar em sala sobre inovações e peculiariedades da obras do WTC, hoje aborda novas perspectivas que surgiram com a queda das torres. ''Em prédios muito altos, usa-se o sistema de contrapeso para evitar o balanço e movimentação. Este, no entanto, era apoiado nas colunas de sustentação. Atualmente, o contrapeso é isolado do restante da estrutura.''
Com esse novo sistema, se o ataque ocorresse hoje, o prédio não cairia por inteiro. ''Somente os últimos andares seriam atingidos pelo contrapeso.'' Isso porque, ao contrário do que as pessoas imaginam, não foi o acidente que fez o prédio desmoronar, mas o incêndio que veio em seguida, que derretou as colunas de sustentação que seguravam o contrapeso.
Ainda que o novo sistema seja discutido, no Brasil, segundo Guariente Júnior, não é aplicado porque não temos prédios tão altos. ''As normas de segurança e emergência daqui, porém, foram revistas e são muito mais rígidas em comparação aos anos anteriores'', complementa o engenheiro, lembrando que muitas pessoas que estavam nas Torres Gêmeas não conseguiram sair a tempo devido ao sistema de evacuação que não previa uma situação tão complicada.


