Uma centena de pessoas massacradas na Argélia
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sexta-feira, 29 de agosto de 1997
France Presse Rais, Argélia, 
Um suposto grupo de islamitas atacou na madrugada de ontem a localidade de Rais, perto de Argel, onde dezenas de civis, 98 segundo o balanço oficial e de 200 a 300, segundo os habitantes da cidade, foram degolados ou queimados vivos, na maior matança cometida durante os cinco anos de conflito na Argélia.
O grupo chegou a Rais, no sul de Argel, às 22h30 de quinta-feira e, passadas algumas horas, foi embora depois de ter massacrado famílias inteiras, segundo as testemunhas.
O ataque foi perpetrado por um grupo de homens armados até os dentes e com longas barbas, vestidos à maneira afegã, alguns dos quais foram reconhecidos pelos vizinhos da localidade.
Reconheci o emir (chefe) Alí Bellal e seu adjunto Alí Cherat, declarou um homem de Rais, localidade com milhares de habitantes, situada na colina de Mitidja, entre Argel e Sidi Mousa.
Em apenas uma parte da cidade viu-se um caminhão e uma ambulância cheios de cadáveres, afirmou um vizinho.
Nunca, desde 1992, os ataques terroristas contra civis chegaram a tal nível, enquanto que as autoridades argelinas insistem que o final do terrorismo está perto e que os grupos islamitas perderam a batalha.
Esta matança acontece depois de uma série de massacres e atentados com bomba sem precedentes, que causaram mais de 225 mortos desde domingo passado, segundo balanços parciais.
Quinta-feira à noite, Oran, a segunda cidade do país, que até agora não havia sido cenário de atentados, sofreu um ataque mortal com bomba.
A explosão devastou um popular restaurante à beira-mar. Existem inúmeros mortos e feridos, declarou uma testemunha, sem fazer um balanço preciso.


