Associated Press
De Rhode Island, EUA
Especialistas da Junta Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, pelas iniciais em inglês), com a ajuda do robô subaquático Magnum, resgataram ontem, das profundezas do Oceano Atlântico, uma das duas caixas-pretas do Boeing 767 da EgyptAir que caiu no dia 31, matando todos os 217 ocupantes.
O equipamento recuperado, que registra os dados do vôo, estava danificado em um de seus lados, de acordo com o chefe da NTSB, Jim Hall. Os técnicos não esclareceram se tal dano afetou ou não os dados.
A caixa foi levada a um laboratório da NTSB em Washington, onde a análise dos dados seria iniciada tão logo quanto possível, enquanto a Marinha tentava localizar o segundo gravador, que registra os sons da cabine. Mas os especialistas revelaram que dois sinais eletrônicos estavam sendo captados pelo robô encarregado da busca. O segundo sinal provém do dispositivo de localização que se separou da primeira caixa.
O Boeing 767 da EgyptAir partiu do Aeroporto John Kennedy, em Nova York, com destino ao Cairo, capital do Egito. Mas precipitou-se ao mar de uma altitude de 10 mil metros cerca de meia hora após a decolagem. Seus restos estão a aproximadamente 100 quilômetros ao sul da Ilha de Nantucket, Massachusetts. A tripulação não emitiu nenhum sinal de alerta aos controladores de tráfego.
Os investigadores estudam todas as possibilidades, incluindo falhas mecânicas, erros humanos ou sabotagem. ‘‘Até o momento, não temos nenhuma indicação de que a queda do vôo 990 tivesse sido causada por alguma atividade criminosa’’, afirmou Barry Mawn, agente especial do escritório do FBI (a polícia federal americana) em Boston.
Os primeiros indícios são de que uma falha no funcionamento do reverso, um dispositivo de freio aerodinâmico, teria causado o acidente.

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