No primeiro aniversário de sua morte, o ex-presidente Néstor Kirchner terá seu segundo funeral. O caixão do ex-presidente será transferido do modesto túmulo familiar para um luxuoso mausoléu de concreto, granito e mármore em Río Gallegos, sua cidade natal, de apenas 70 mil habitantes.

Segundo o governo, a cerimônia será "íntima". Mas grande parte dos governadores aliados da presidente Cristina Kirchner e dezenas de prefeitos viajarão a Santa Cruz, na Patagônia, para participar da homenagem.

O mausoléu foi construído pelo empresário Lázaro Báez, que enriqueceu graças a licitações de obras concedidas por Kirchner. "É um presente a Kirchner", explica Báez quando fala do mausoléu. Segundo diversas testemunhas, o empresário e o ex-presidente Kirchner tiveram uma áspera discussão na véspera da morte por ataque fulminante, em El Calafate, em 27 de outubro do ano passado.

"O mausoléu de Kirchner é absurdo", disse ao Estado o jornalista e historiador Jorge Lanata. "É muito maior que os túmulos de todos os presidentes argentinos. E ali, no meio da desolação do sul da Argentina, desponta como uma espécie de pirâmide de Quéops da Patagônia."

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