O último comandante rebelde a desafiar as tropas iugoslavas na zona de contenção rendeu-se ontem, informaram oficiais sérvios. O comandante, que se entregou a soldados da Otan que patrulhavam a zona que separa a província de Kosovo do sul da Sérvia, foi identificado como Muhamet Xhemajli. O comandante era o único líder rebelde de etnia albanesa a operar na zona de contenção que se recusava a se entregar depois da entrada na área das forças do governo iugoslavo. Segundo o vice-primeiro-ministro sérvio, Nebojsa Covic, ‘‘agora temos totais condições para a entrada de nossas forças na região’’.
O paradeiro de Xhemajli, no entanto, não é conhecido. Segundo os sérvios, ele foi enviado à base norte-americana de Bondsteel. Mas oficiais da Otan afirmaram desconhecer tal informação. O conflito de versões sugere que, caso o comandante tenha se rendido aos soldados da Otan, ele deve ter sido liberado em seguida. Isto porque a Otan e o governo da Iugoslávia firmaram um acordo de anistia para rebeldes que se entregam e não estão sendo procurados por atividades criminosas.
Segunda-feira, Shefket Musliu, um outro líder dos militantes, assinou uma declaração com a Otan na qual promete ‘‘desmilitarizar, desmobilizar e debandar até o dia 31’’ deste mês. Outros comandantes rebeldes também indicaram que seguiriam o exemplo. ‘‘Chegou a hora de abandonar as armas e lutar por mudanças através de meios políticos’’, afirmou Musliu.
A declaração de Musliu marcou uma concessão significante na tensa zona de contenção, uma faixa de cinco quilômetros que separa Kosovo do resto da Sérvia, a principal república da Iugoslávia.

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