Últimas homenagens a Hassan
Associated Press
De Rabat
Líderes mundiais reuniram-se ontem no Marrocos para prestar a última homenagem ao rei Hassan II, considerado pilar do mundo árabe e defensor da paz no Oriente Médio, que morreu na sexta-feira de ataque cardíaco. Mais de um milhão de pessoas assistiram às honras fúnebres que se iniciaram no palácio real às 13 horas locais (10 horas de Brasília) quando o caixão do monarca foi erguido por seu primogênito, o novo rei Mohamed Ben Al Hassan e seu segundo filho o príncipe Muley Raschid.
O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, o líder egípcio, Hosni Mubarak, o rei Abdullah II da Jordânia e o presidente libanês, Emile Lahud foram alguns dos 53 altos representantes que estiveram em Rabat.
As mensagens de condolências pelo falecimento do rei Hassan, que morreu aos 70 anos e governou o país norte-africano por 38 anos, continuavam chegando de todas as partes do planeta, com promessas de apoio ao primogênito, Mohamed, coroado monarca na sexta-feira, depois da morte de seu pai.
De acordo com fontes do palácio real, Mohamed VI casou-se pouco antes de sua coroação. Segundo uma tradição da dinastia marroquina, o herdeiro do trono somente pode ser coroado depois de se casar. O matrimônio não foi confirmado oficialmente.





