Última expedição da Mir decola do Cazaquistão
France Presse
De Baikonur
Os astronautas russos Serguei Zaliotin e Alexandre Kaleri partirão hoje rumo à Mir na 28ª e talvez última expedição a ser realizada na estação orbital se a sociedade Energuia, encarregada das missões, não encontrar financiamento a curto prazo.
A nave Soyuz TM decolará hoje, às 11h01 locais (3h01 de Brasília) do Cazaquistão. Os astronautas deverão permanecer pelo menos 45 dias na Mir, e se a Energuia conseguir os fundos necessários, a missão poderá ser estendida até 70 ou 90 dias. Os custo da estação Mir, desabitada desde agosto de 1999, chega a US$ 60 milhões anuais.
O objetivo é achar a origem de um escapamento de oxigênio que provocou a queda considerável da pressão atmosférica no interior do habitáculo, explicou o vice-presidente de Energuia, Nikolai Zelenchtchikov.
Mesmo que os astronautas não consigam encontrar o escapamento, a Mir poderá continuar seu vôo, já que regularmente a dotamos com oxigênio, acrescentou, estimando que a estação ainda é capaz de funcionar durante dois ou três anos.
A Rússia, que carece de dinheiro para manter a Mir e, ao mesmo tempo, construir a Estação Espacial Internacional (ISS), havia previsto colocar fora de órbita a estação espacial e destruí-la em agosto passado.
Em 20 de janeiro, o governo russo decidiu prolongar a vida da Mir até agosto e enviar um novo equipamento para a estação orbital, financiado por empresa privada estrangeira.
Por sua parte, a Energuia delegou a exploração comercial da Mir à MirCorp, outra sociedade privada da qual é acionária, registrada, em Bermudas e instalada em Amsterdã. Segundo o presidente da MirCorp, Jeffrey Manber, a empresa deverá reunir um total de US$ 40 milhões para manter a estação orbital em vôo até o final do ano.
A Mir é o orgulho de nosso setor espacial. Nenhum país no mundo possui uma instalação igual, indicou o cosmonauta Salikhan Charipov, co-piloto de Serguei Zaliotin.





