Ugandenses votam hoje(18) nas primeiras eleições presidenciais e parlamentares pacíficas do país após mais de 20 anos de uma brutal guerra civil.

O presidente Yoweri Museveni, há 25 anos no poder, tenta a reeleição, e tem como principal adversário seu ex-aliado e médico particular, Kizza Besigye.

Museveni vem derrotando adversários nas urnas a cada cinco anos desde 1996, apesar de sua popularidade ter caído. Em 1996, ele obteve cerca de 75% dos votos, mas o índice caiu para 59% em 2006.

Besigye, que concorre contra Museveni pela terceira vez, afirma que as eleições serão fraudadas, e garantiu que convocará protestos nas ruas se for derrotado. O presidente, entretanto, disse que protestos de rua "no estilo Egípcio" serão proibidos no país.

Segundo relatos, a votação ocorre sem grandes problemas tanto na capital, Campala, quanto no norte - pacífico após anos de ataques de rebeldes.

As autoridades do país tentaram garantir aos eleitores de que haveria segurança para a votação. Durante semanas antes da eleição, circularam mensagens de SMS no país pedindo que a população estocasse comida e combustível em caso de distúrbios.

Besigye e Museveni foram aliados na guerra civil que culminou com a chegada de Museveni ao poder em 1986, mas os dois romperam relações depois. Há outros seis candidatos a presidente. Um candidato precisa de mais de 50% dos votos para ser eleito presidente, ou a votação vai para segundo turno.

Esta é a primeira vez que o norte de Uganda vota sem a ameaça direta de ataques dos rebeldes do brutal Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês) - que segundo relatos foram para países vizinhos. Na semana passada, as autoridades afirmaram que cerca de 20 milícias foram formadas antes das eleições, o que despertou temores de violência.

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