O líder da delegação da União Européia, Louis Michel, que chegou ontem a Islamabad, disse estar ''favoravelmente impressionado'' pela posição assumida pelas autoridades do Paquistão diante dos EUA e da União Européia. Segundo ele, o Paquistão assumiu ''forte e valente posição'' ao apoiar os EUA e a União Européia contra o terrorismo e acrescentou que a UE endossa totalmente e aprecia os esforços do Paquistão.
Michel disse ainda que isso demonstra o desejo do Paquistão de tornar-se membro da comunidade internacional. O diplomata afirmou também que a União Européia concederá ''atenção especial'' aos problemas dos refugiados e que ''é hora de tentar construir melhores condições para melhorar e estabelecer novas relações entre o Paquistão e a UE''. A União Européia prometeu 20 milhões de euros (US$ 18,4 milhões) em auxílio de emergência para ajudar o país a receber os refugiados do Afeganistão no evento de um ataque norte-americano contra seu vizinho.
A delegação quer dizer à população paquistantesa que a luta dos EUA e dos países aliados é contra o terrorismo, e não contra o Islã. ''Nós sabemos que os fanáticos, nos últimos dias, desfiguraram a imagem do Islã. Nós sabemos que não se pode julgar os muçulmanos por esses atos tolos'', disse o comissário de Relações Exteriores da UE, Chris Patten.
Javier Solana, chefe de segurança da UE, disse que a delegação pedirá para que o Paquistão coopere fornecendo dados de inteligência e cortando elos financeiros da organização de Bin Laden, a Al Qaeda (A Base), no Paquistão.
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Abdul Sattar, agradeceu a delegação por seu apoio e expressou satisfação pelo fato da UE estar distinguindo os terroristas da comunidade muçulmana como um todo.

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