UE quer ajudar Iraque
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sexta-feira, 21 de março de 2003
France Presse 
Bruxelas Os líderes da União Européia (UE) deixaram de lado suas posições irreconciliáveis sobre a intervenção armada no Iraque e anunciaram seu compromisso com as vítimas do conflito e a defesa da integridade territorial daquele país.
Os chefes de Estado e governo da UE insistem em desempenhar um papel conjunto na crise iraquiana ainda que ele fique reduzido ao envio de ajuda humanitária e a esquecer suas discordâncias, que não citaram na declaração conjunta adotada na reunião de cúpula de Bruxelas.
Um dia depois do início da intervenção militar anglo-americana, ''a UE se compromete a estar ativamente envolvida nas necessidades humanitárias que surgirem, e se compromete com a integridade territorial, a soberania, a estabilidade política e o completo desarmamento do Iraque'', anunciou em entrevista coletiva à imprensa o atual presidente da UE, o premier grego, Costas Simitis.
Os Quinze concordaram que ''a ONU deve seguir desempenhando um papel central durante e depois desta crise, em que o Conselho de Segurança deveria dar à ONU um mandato forte para coordenar a ajuda humanitária, através de uma nova resolução'', precisou Simitis.
A ajuda humanitária se torna extensível aos países da região que possam receber refugiados, aos quais fizeram um chamado ''para que se abstenham de ações que possam levar a uma instabilidade maior''.
A Comissão Européia se reunirá hoje em sessão extraordinária para discutir as necessidades humanitárias na região do Iraque, para o quê desbloqueará 6 milhões de euros.


