UE quer acabar com diferença salarial entre homens e mulheres
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de março de 2009
France Presse 
Bruxelas- A Comissão Europeia lançou ontem uma campanha de luta contra as desigualdades salariais entre homens e mulheres, estimadas, em média, em 17% na Europa. As mulheres estão cada vez mais expostas que os homens às consequências do desaquecimento econômico, porque ocupam com frequência empregos precários, destacou o executivo europeu numa análise sobre a igualdade entre as mulheres e os homens, publicada pouco antes do Dia Internacional da Mulher, dia 8 de março.
Entre janeiro de 2008 e janeiro de 2009, a taxa de desemprego médio na União Europeia passou de 6,3% a 7,5% para os homens, e de 7,4% a 7,8% para as mulheres.
Por enquanto, os novos desempregados são nitidamente mais numerosos entre os homens, a crise é particularmente marcada nos setores mais masculinos da siderurgia e do automobilístico.
As mulheres estão super-representadas em empregos precários com base em contratos de curta duração. A desigualdade dos sexos é maior do que nunca, admitiu o comissário europeu para o Emprego, Vladimir Spidla.
Um estudo francês mostra que as empresas financeiras que têm mais mulheres nos postos decisórios se saem melhor na crise, destacou o comissário. Outro relatório, feito na Finlândia, com 15.000 pequenas e médias empresas, mostraram que estas empresas são 10% mais eficazes quando são dirigidas por mulheres.
A diferença de salários entre homens e mulheres na UE, de 17,4% em média em 2007, pode representar em uma vida inteira 160.000 euros de dinheiro não recebido.
Essa diferença salarial cai a menos de 10% na Itália ou na Polônia, onde constatamos uma fraca proporção de mulheres na mão-de-obra. Ela passa de 20% na Holanda, na Alemanha e no Reino Unido, ou seja 25% na Áustria, país onde o trabalho de meio período é muito comum entre as mulheres.


