Chanceleres da União Européia deram um forte apoio aos ataques aéreos da Otan e disseram que líderes sérvios responsáveis por atrocidades em Kosovo deveriam ser julgados num tribunal internacional, embora a Grécia tenha destoado ao pedir um imediato cessar-fogo.
‘‘Em frente a políticas extremas e criminalmente irresponsáveis... o uso dos métodos mais severos, incluindo a ação militar, têm sido tanto necessários quanto buscados’’, disseram os ministros depois do encontro em Luxemburgo.
O porta-voz da Otan Jamie Shea disse que estavam sendo traçados planos para o envio de 8.000 soldados à Albânia a fim de apoiar esforços humanitários para estimados 300.000 albaneses kosovares que fugiram para a empobrecida Albânia desde o início dos bombardeios da Otan em 24 de março.
Os primeiros soldados da ‘‘Operação Abrigo Aliado’’ seriam enviados no fim da semana que vem, afirmou.
A Otan também está enviando 24 helicópteros antitanque americanos Apache e 2.000 soldados para a Albânia em uma operação em separado.
Dentro de Kosovo, de onde notícias de estupros, assassinatos e saques são abundantes, aviões da Otan perseguiram forças sérvias, a quem o Ocidente responsabilizou ontem pela maciça e indiscriminada destruição em Pristina.
A ministra de Ajuda Internacional britânica, Clare Short, acusou as forças sérvias de deter refugiados partindo de Kosovo e forçá-los a voltar.
A Otan anunciou que havia atacado um comboio militar iugoslavo numa estrada de Kosovo e que o ‘‘ritmo e eficiência’’ de seus ataques estavam aumentando, com cerca de 400 operações em apenas 24 horas.

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