Bruxelas - A Comissão Européia reiterou ontem que o desarmamento de paramilitares na Colômbia não pode favorecer a impunidade, ante a visita a Bruxelas do vice-presidente colombiano Francisco Santos.
Ao mesmo tempo que considera uma ''boa notícia'' o processo de desarmamento, que começou na terça-feira com 855 paramilitares, a comissão pede que ''de nenhuma maneira as soluções (do processo) suponham impunidade para os crimes mais graves, ou que desprezem o direito das vítimas à verdade, à Justiça e à reparação dos danos'', disse o porta-voz de Chris Patten, comissário europeu das relações exteriores.
''Colômbia tem que ter certo grau de manobra para poder encontrar a forma mais eficaz e construtiva para fechar as feridas do conflito, mas achamos que esta margem de manobra tem limites, como a necessidade de que de nenhuma maneira as soluções suponham impunidade'', disse.
Segundo outra fonte européia, ''as condições que oferece o programa (de desmobilização) criam grandes temores na UE'', principalmente ''que se generalize a impunidade''.
O governo colombiano pretende desmobilizar 20 mil paramilitares antes de dezembro de 2005.
A Comissão Européia financia atualmente um projeto de 6 milhões de euros de apoio a menores desmobilizados, o que considera ''um problema humanitário'' que atingiria 11 mil menores.

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