UE oferece até 6.900 soldados para força no Líbano
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sexta-feira, 25 de agosto de 2006
Folhapress 
São Paulo- Os países da União Européia (UE) ofereceram ontem entre 5.600 e 6.900 novos soldados para a ampliação da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), anunciou a presidência finlandesa da UE.
Os ministros de Relações Exteriores da UE concluíram ontem uma reunião extraordinária para discutir as contribuições nacionais, e nesse encontro os países mostraram sua disposição em comprometer ''um número substancial de tropas'', disse o ministro de Relações Exteriores finlandês, Erkki Tuomioja.
''A reunião confirmou que a União Européia estará à altura das expectativas'', disse Tuomioja, após o final do Conselho de Ministros.
Já temos, apenas com o que há sobre a mesa, entre 6.500 e 7.000 soldados, o que quer dizer que a coluna vertebral da Unifil será européia'', declarou, por sua vez, o ministro das Relações Exteriores francês, Philippe Douste-Blazy.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que assistiu à reunião, se mostrou ''muito satisfeito'', e disse que ''confiava em que a Europa assumiria sua responsabilidade e sua solidariedade com o povo libanês''.
Tuomioja disse que as tropas européias começarão a chegar ao Líbano na próxima semana, mas a mobilização só estará concluída em vários meses.
Ainda não foram divulgadas todas as ofertas por países. A Espanha ofereceu ontem aos outros membros da União Européia enviar entre mil e 1.200 soldados para reforçar a Unifil, segundo várias fontes diplomáticas européias.
O primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt informou que seu país vai enviar 302 soldados à força internacional. A Polônia anunciou 250 soldados.
Anteontem, o presidente francês, Jacques Chirac, anunciou que seu país enviará 1.600 soldados para contribuir com o reforço da Unifil. A Itália já havia prometido enviar entre 2.000 e 3.000 militares.
A necessidade de forças de paz no sul do Líbano torna-se cada vez mais urgente 11 dias após o cessar-fogo entre o grupo terrorista libanês Hizbollah e Israel.
O estopim do conflito -que começou no dia 12 de julho e durou até o cessar-fogo iniciado no último dia 14- foi o sequestro de dois soldados israelenses pelo Hizbollah.


