A União Europeia deve oferecer uma ajuda financeira de 150 milhões de euros (cerca de R$ 345 milhões) para os produtores agrícolas do continente prejudicados pelo surto de infecções com a bactéria E.coli.

A afirmação foi feita pelo comissário da UE para a Agricultura, Dacian Ciolos, antes da reunião de emergência entre os ministros da Agricultura de todos os países do bloco para discutir a questão nesta terça-feira (7), em Luxemburgo.

Segundo Ciolos, os ministros devem analisar a possibilidade de os produtores receberem dos cofres da União Europeia até 30% do custo dos legumes e verduras que não puderem ser vendidos por causa da crise.

A Rússia, principal comprador de legumes e verduras produzidos pelos países do bloco, anunciou na semana passada a suspensão de todas as importações.

Mais de 2,2 mil pessoas em 12 países já apresentaram sintomas de infecções intestinais provocadas pela bactéria. Os casos registrados fora da Alemanha são de pessoas que moram ou viajaram ao país. Das 22 mortes registradas, apenas uma ocorreu fora da Alemanha, na Suécia.

Fonte
As autoridades alemãs inicialmente responsabilizaram pepinos importados da Espanha como foco da infecção, mas depois afirmaram que testes haviam descartado a possibilidade.

No último fim de semana, uma fazenda orgânica produtora de brotos de feijão para saladas perto de Hamburgo foi identificada como possível origem do foco, mas testes preliminares não comprovaram até agora a presença da bactéria no local.

A Espanha diz que vai exigir da Alemanha uma compensação por 100% das perdas verificadas pelos seus produtores após a acusação falsa contra os pepinos exportados pelo país. A associação espanhola de exportadores de frutas e hortaliças estima as perdas em 225 milhões de euros (cerca de R$ 520 milhões) por semana.

Com informações da BBC Brasil

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