O encarregado de segurança da União Européia, Javier Solana, reiterou ontem seu pedido no sentido de que seja encontrada uma solução pacífica para a insurgência albanesa na Macedônia, exortando os rebeldes a resolverem suas queixas mediante um processo político.
‘‘Temos que encontrar uma solução para este problema, não pela armas, mas mediante negociações, mediante a participação no processo político. É isso o que quer a União Européia’’, afirmou o espanhol Solana depois de reunir-se com o líder albanês Arben Xhaferi.
Solana recusou-se a comentar uma das propostas de Xhaferi, cujo Partido Democrático Albanês integra a coalizão governamental macedônia. Xhaferi disse segunda-feira a jornalistas que havia proposto um diálogo visando alterar a Constituição a fim de garantir um Estado multiétnico, de representação proporcional nos organismos políticos, além da realização de um novo censo.
Os macedônios de etnia albanesa representam um quarto dos dois milhões de habitantes da macedônia, mas consideram que essa proporção é muito maior e que apenas um censo supervisionado internacionalmente refletiria adequadamente a composição étnica do país. Quase a totalidade da minoria de etnia albanesa é muçulmana.
Segundo Xhaferi, depende da liderança macedônia aceitar as mudanças constitucionais e burocráticas para refletir o crescente número da população de origem albanesa residente no país. ‘‘Não podemos mudar a realidade. Não podemos purificar o território. A única coisa que podemos modificar é o conceito de Estado’’, disse.
Os guerrilheiros afirmam que empunharam as armas visando conseguir maiores direitos e o reconhecimento da minoria de etnia albanesa na Macedônia, além de acusarem o governo do país de discriminação. Por outro lado, o governo garante que os insurgentes são separatistas que buscam a independência.

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