UE fecha pacote para fortalecer moeda
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Folhapress 
São Paulo - Um diplomata europeu declarou que os ministros das Finanças do continente concordaram com um pacote para proteger o euro. Os ministros esperam que o pacote, cujo valor é de 720 bilhões de euros, proteja as economias dos mercados mais fracos da zona do euro.
O diplomata, que falou sob condição de anonimato, disse que os ministros das 27 nações da União Europeia concordaram com um plano de ajuda, que teria 60 bilhões de euros (R$ 139 bilhões) disponibilizados pela Comissão Europeia (braço executivo da UE), enquanto 16 países da zona do euro teriam um compromisso bilateral de auxílio no valor de 440 bilhões de euros (R$ 1 trilhão).
O Fundo Monetário Internacional também contribui com 220 milhões de euros, segundo anunciou a ministra da Economia da Espanha, Elena Salgado.
Os ministros de Economia da União Europeia prometeram fazer tudo o que for necessário para defender o euro dos ''lobos'' dos mercados financeiros. Os ministros iniciaram discussões sobre medidas de emergência para evitar que a crise de dívida da Grécia se espalhe pelo bloco.
A Comissão Europeia apresentará aos ministros uma proposta de mecanismo de estabilização direcionado a fornecer uma rede segurança de bilhões de euros para outros países da zona de moeda única com problemas nas finanças públicas, como Portugal, Espanha ou Irlanda.
Os rendimentos de bônus desses países têm crescido rapidamente, aumentando o prêmio por risco que investidores carregam ao manterem a dívida dessas nações, em meio a preocupações dos mercados de que serão os próximos a precisarem de assistência.
A ameaça de que os mercados se voltarão contra os três países após a Grécia disparou na sexta-feira um pedido para que os líderes da zona do euro encontrem uma solução para a crise antes da abertura dos mercados na segunda-feira. ''Agora vemos comportamentos de uma matilha de lobos e se nós não pararmos isso eles vão estraçalhar países mais fracos'', disse o ministro sueco de Economia, Anders Borg, a jornalistas ao chegar ao encontro de ministros.


