UE critica Israel pela violência
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de maio de 2001
Das agências De Bruxelas, Jeusalém e Gaza 
A presidência da União Européia criticou ontem Israel pelo aumento da violência no Oriente Médio e por não buscar uma solução negociada.
O primeiro-ministro (Ariel) Sharon foi eleito por sua promessa de aumentar a segurança. Ao invés disso, o nível de confrontação tem aumentado, disse num comunicado Anna Lindh, ministra do Exterior da Suécia, que atualmente ocupa a presidência rotativa da UE.
Ela ressaltou que aumentaram as ações das Forças Armadas de Israel assim como sua disposição tanto de entrar em áreas sob controle palestino quanto de atacar alvos sírios no Líbano.
Num discurso ao Parlamento Europeu em Estrasburgo, França, o comissário de Relações Exteriores da UE, Chris Patten, também culpou a Autoridade Palestina por parte da violência. Patten acrescentou que no lado israelense, não existe justificativa para o uso desproporcional de força contra civis.
AtaquesHelicópteros israelenses dispararam foguetes contra estruturas da polícia palestina na cidade cisjordaniana de Jenin e no campo de refugiados de Jabaliya, na Faixa de Gaza, enquanto líderes de ambos os lados analisavam, ontem, formas de retomar as negociações de paz.
Testemunhas disseram que os helicópteros dispararam foguetes contra três prédios em Jenin, no extremo norte da Cisjordânia. Em Gaza, helicópteros lançaram quatro foguetes contra um complexo das forças de segurança em um campo de refugiados, onde vivem aproximadamente 60.000 palestinos.
OcupaçãoO exército israelense anunciou ontem que ocupará casas na zona autônoma palestina, por razões militares e por tempo indeterminado. Como medida defensiva e, em função das necessidades de segurança do momento, os soldados do Tsahal (exército israelense) tomarão suas posições nas casas do setor palestino por razões estritamente militares, afirmou o exército num comunicado.


