São Paulo - A União Europeia aprovou ontem novas sanções unilaterais contra o Irã, que incluem medidas contra o setor de gás e petróleo, vital para a economia do país. As medidas foram consideradas mais rígidas do que as adotadas, no último dia 9, pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU, com o objetivo de exercer pressão contra atividades de enriquecimento de urânio pelo país persa. Após reunião em Bruxelas, o presidente da UE, Herman Van Rompuy, disse que o bloco ''continua profundamente preocupado sobre o programa nuclear do Irã, e novas medidas restritivas se tornaram necessárias''.
As sanções devem entrar em vigor em algumas semanas e serão focadas no comércio e em bancos. No setor de energia, serão proibidos ''novos investimentos, assistência técnica e transferências de tecnologias, equipamento e serviços'', diz o comunicado assinado por chefes de Estado e de governo da UE.
As medidas visam principalmente afetar o refino de petróleo -o Irã é um dos maiores produtores do combustível no mundo, mas tem que importar gasolina por falta de capacidade de refino.
Além disso, as companhias de transporte iranianas -incluindo as de carga- serão incluídas em uma lista negra e banidas de operar no território do bloco.
Novas proibições de vistos de viagens e congelamento de bens serão impostos à Guarda Revolucionária.

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